
12/04/2016
O Rio de Janeiro já está em alerta por causa do vírus H1N1, que causa um surto em São Paulo. Até quinta-feira à tarde, apenas dois casos de morte pela gripe haviam sido divulgados, mas, à noite, houve a confirmação de mais cinco óbitos, todos notificados nos últimos 15 dias, o que levou a Secretaria estadual de Saúde a analisar agora o banco de notificações duas vezes por dia. O órgão já estuda antecipar o calendário de vacinação, que começaria no fim do mês, mas, para isso, depende da liberação de doses em quantidade suficiente pelo Ministério da Saúde.
— Os casos aumentaram, mas ainda estão num patamar baixo. Porém, com a chegada do inverno, a tendência é que os casos de gripe em geral aumentem. Esperamos que a vacinação ajude a barrar essa elevação — diz o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.
Na sexta-feira, a Vigilância Epidemiológica do município de Valença, no Médio Paraíba, confirmou a primeira morte provocada por H1N1. Marcilene dos Santos Jardim, de 47 anos, morreu na semana passada. Este caso é um dos sete óbitos contabilizados pela Secretaria estadual de Saúde.
Outra preocupação das autoridades de saúde é o vírus chicungunha. A população toda está suscetível, já que esta é a primeira vez que ele circula no Brasil. O Rio já registrou 469 casos suspeitos, e oito municípios estão com surtos da doença.
— Embora raramente mate, o chicungunha impacta a vida das pessoas. A fase aguda, às vezes, se prolonga por meses, com as pessoas sentindo dores o tempo todo. Os sintomas são parecidos com os da dengue e não fazemos exames em todos os pacientes. Na dúvida se é uma doença ou outra, recomendamos tratar como dengue — diz Chieppe.
Fonte: O Globo
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