
05/04/2016
A tartaruga gigante encontrada morta nesta terça-feira, na Praia do Recreio, preocupa ambientalistas. Foi pelo menos o terceiro registro de morte de um animal da espécie tartaruga-de-couro, a mais ameaçada e também a maior de todas, em menos de uma semana no Rio. Para o professor Jeferson Pires, coordenador do Centro de Recolhimento de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade Estácio de Sá, responsável pela necrópsia do animal, o caso gera um sinal de alerta.
- A minha grande preocupação é que já tivemos uma no Leblon, teve uma ontem (segunda-feira) na Praia da Reserva - que não conseguiram pegar - e teve essa hoje. E parece que o projeto Tamar necropsiou uma no Farol de São Tomé (em Campos). É um animal muito raro, e são muitos num espaço muito curto de tempo. E todos apareceram mortas - conta o professor, que lembra que a tartaruga-de-couro é uma animal oceânico, que vive em mar aberto, e não é comum na costa do Rio.
A tartaruga encontrada na manhã desta terça-feira, na altura do Posto 10, na Praia do Recreio, pesava cerca de 200 kg e tinha 1,40 m. Segundo o coordenador do CRAS, foi constatado na necrópsia - realizada em parceria com os projetos Maqua (do departamento de Oceanografia da UERJ) e Aruanã, projeto de Niterói de proteção às tartarugas marinhas - que ela morreu de gastroenterite hemorrágica.
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