
31/03/2016
Mais de 24 mil pessoas morrem de câncer no pulmão todos os anos no país, que também registra, anualmente, cerca de 28 mil novos casos da doença. De acordo com o oncologista Carlos Gil Ferreira, especialista nesse tipo de tumor, o grande gargalo nacional é o diagnóstico, feito muitas vezes de forma tardia, quando não se pode mais impedir o pior. Para discutir isso, na próxima sexta-feira e sábado, o Rio vai sediar o I Simpósio de Diagnóstico em Câncer de Pulmão, com especialistas brasileiros e estrangeiros, no Centro de Convenções do Prodigy Hotel, junto ao Aeroporto Santos Dumont.
— O país tem dificuldades tecnológicas, econômicas, de treinamento de médicos… E apesar de todo o esforço para reduzir o tabagismo, ainda falta conscientização sobre o câncer no pulmão. Precisamos gerar dados, realizar pesquisas para influenciar os gestores públicos a estimular o diagnóstico precoce e o tratamento correto — explica o médico. — Vamos discutir isso tudo no evento. A incidência da doença é alta, o custo de tratamento é caro.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os 28 mil novos pacientes com a doença a cada ano, mais de 17 mil são homens. Segundo Carlos Gil, 80% dos diagnósticos de câncer no pulmão são explicados pelo uso de cigarro ao longo da vida.
Os adolescentes estão entre os mais vulneráveis à indústria do cigarro. O médico cita pesquisas recentes dando conta de que, enquanto o universo geral de fumantes vem diminuindo no mundo, o número de adolescentes aderindo ao hábito prejudicial está aumentando. Para especialistas, o poder público precisa realizar mais campanhas voltadas para essa faixa etária.
Esse tipo de tumor é o que mais provoca mortes no mundo. São mais de 1,59 milhão por ano (mais do que cólon, mama e próstata juntos, que somam algo em torno de 1,52 milhão). Mas, apesar do impacto, ainda há pouco investimento e muita ignorância sobre a doença. Segundo pesquisa apresentada ano passado pela Fundação Bonnie J. Addario para Câncer de Pulmão, dos EUA, 85% das cerca de dez mil pessoas ouvidas em dez países sabem pouco ou nada sobre este tipo de câncer, e 80% dos diagnosticados acreditam ter culpa pelo desenvolvimento da doença.
— Cerca de 20% dos doentes não são nem nunca foram fumantes. Não se sabe se as causas de seus tumores são ambientais, hormonais ou genéticas — diz Carlos Gil.
Fonte: O Globo
Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana
11/08/2026
Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária
11/08/2026
Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília
11/08/2026
Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia
11/08/2026
Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida
11/08/2026
Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível
11/08/2026
