
31/03/2016
O Ministério do Meio Ambiente informou nesta 2ªF que não há, da parte do governo federal, perspectiva de desocupar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro no curto prazo. Há 520 famílias morando dentro da área do jardim, uma propriedade da União, das quais 400 têm perfil socioeconômico garantindo direito a uma alternativa de moradia em outro local. Só depois da negociação com essas 400 famílias é que elas serão retiradas, o que deverá levar ainda algum tempo, informou Luiz Antônio Carvalho, assessor especial da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
— Não há nenhuma perspectiva de remoção em massa e desorganizada no curto prazo de qualquer família. Do ponto de vista do governo, não. Do ponto de vista da Justiça, há sim reintegração de fato, mas aí é de uma família. Nós estamos falando de centenas de famílias. A posição do governo permanece a mesma: garantir o direito à moradia àqueles que o têm fora do Jardim Botânico, de forma negociada, organizada, serena — disse Carvalho.
A ação de reintegração de posse de uma das 520 casas, ordenada pela Justiça, estava prevista inicialmente para ocorrer nesta segunda-feira. Isso motivou moradores de comunidades do Horto, no Jardim Botânico, a invadirem o parque no domingo, que ficou fechado para o público por três horas. Num áudio gravado na sexta-feira passada, durante encontro de moradores do Horto, um dos participantes, que viveria na comunidade, fala em atear fogo nas máquinas, que seriam usadas nas remoções, para impedir a ação.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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