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Ambientes insalubres provocam 12,6 milhões de mortes por ano, diz OMS

17/03/2016

Poluição do ar, da água e do solo, exposição a produtos químicos ou radiação solar, as mudanças climáticas e até mesmo estradas e ruas mal construídas, sinalizadas ou localizadas. Esses e outros fatores ambientais encontrados em casa ou no trabalho, e que fogem ao controle direto de cada indivíduo, foram responsáveis por quase um quarto das mortes em todo mundo registradas em 2012, aponta relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com as estimativas da instituição, pouco mais de 12,6 milhões de pessoas (ou 22,7% de todas as fatalidades daquele ano) foram vítimas de mais de 100 doenças, grupos de males ou acidentes que poderiam ser evitados se elas não vivessem ou trabalhassem em ambientes insalubres ou inadequados.
Ainda segundo o estudo, no Brasil quase 200 mil mortes, ou 15% do total de óbitos de 2012, podem ser atribuídas a estes fatores ambientais. Aqui, como em boa parte do planeta, as doenças não comunicáveis, como cânceres e problemas cardiovasculares e pulmonares, responderam pela maior fatia das fatalidades relacionadas ao ambiente, em especial a poluição do ar, numa importante mudança na comparação com o relatório anterior, divulgado em 2006 e relativo às mortes em 2002. Então, a OMS calculou que a maior parte das mortes ocorreu por infecções e parasitas, como diarreias e malária, e más condições neonatais e nutricionais relacionadas ao ambiente. Já em 2012, 8,2 milhões das mortes atribuídas a fatores ambientais, ou 64%, foram resultado de doenças não comunicáveis, e apenas cerca de 20% de males infeciosos ou parasitários. De acordo com a organização, essa alteração se deu principalmente pela expansão do acesso à água potável e do saneamento básico, assim como de vacinas e medicamentos essenciais.
— Um ambiente saudável é a base de uma população saudável — lembrou Margaret Chan, diretora-geral da OMS. — Se os países não agirem para tornar mais saudáveis os ambientes que as pessoas vivem e trabalham, milhões vão continuar a adoecer e morrer mais jovens.

Saiba mais em O Globo

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