
17/03/2016
Cientistas do Reino Unido já disseram que a Terra poderá entrar numa pequena Era Glacial em 2030, devido a uma queda da atividade solar. Para o mesmo ano, o governo brasileiro se comprometeu a acabar definitivamente com o desmatamento ilegal na Amazônia, como anunciado na última conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. Alterações significativas também devem ocorrer no meio ambiente do Rio de Janeiro. Será preciso esperar até 2030, como preveem especialistas, para os fluminenses começarem a enxergar a Baía de Guanabara com outros olhos.
Às vésperas dos Jogos, após sete anos de promessas não cumpridas de limpar 80% do espelho d’água, adia-se a esperança olímpica. Agentes envolvidos nos novos planos traçados para despoluir a baía calculam que são necessários cerca de 15 anos ou mais para se chegar próximo a uma vitória, que é contar com águas satisfatórias para a população. Isso se todas as medidas que vêm sendo discutidas agora — como o saneamento da Baixada Fluminense, cuja maioria dos municípios despeja esgoto in natura no mar, e a instalação de um sistema de gestão que ultrapasse governos e englobe a sociedade civil — saiam, de fato, do papel.
Hoje, a Baía de Guanabara que se apresenta aos atletas olímpicos é muito pouco diferente da vista quando se anunciou, pela primeira vez, que suas águas estariam praticamente 100% livres de esgoto e lixo nos Jogos. No entanto, graças à natureza, a Guanabara ainda tem dias de (quase) paraíso.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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