UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Cientistas investigam suspeita de reincidência de zika em Nilópolis

15/03/2016

O vendedor Cristóvão da Silva não fala, murmura. Caminhar lhe parece impossível. Qualquer movimento o tortura desde terça-feira. Um médico disse ser dengue. Sua mulher, também doente, teve diagnóstico de zika. Quase todos os vizinhos estão ou estiveram enfermos com diagnósticos de zika, dengue ou chicungunha. O bairro onde moram tem tantas pessoas com sintomas de síndromes febris que deixou cientistas da UFRJ estarrecidos. Eles investigam em Olinda, Nilópolis, um surto que parece ser uma manifestação distinta do zika. E não descartam casos de coinfecção (duas das doenças ao mesmo tempo) e reincidência (quando o paciente volta a ter o vírus). Alguns dos doentes sofrem dores muito fortes. E apresentam sintomas menos frequentes no zika, como dores e inchaços articulares, mais intensos dos que os observados em outros lugares.
— No início, pensamos se tratar principalmente de chicungunha, devido às dores fortes, ao inchaço nas articulações e à duração. Além disso, pessoas relatam ter adoecido duas vezes — conta o chefe do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, Amílcar Tanuri, um dos maiores especialistas do Brasil em retrovírus, como o zika.
Os primeiros 15 exames de urina analisados na UFRJ, porém, revelaram o zika. E um deles, o chicungunha.
— Estamos no início. E ali há tantos doentes e mosquitos, que pode haver casos de zika, dengue e chicungunha.
Nos preocupam os casos de possível reincidência de zika, em que a pessoa manifesta sintomas mais de uma vez e a doença parece se tornar crônica. Não sabemos como o zika escapa do sistema de defesa do organismo, e esses casos tornam as coisas mais complexas — diz Tanuri.
Ele e sua equipe souberam dos casos em Olinda graças a uma iniciativa de Alan Menezes, mestrando em ciências farmacêuticas da UFRJ. A mãe de Alan adoeceu duas vezes, supostamente de zika. Outros parentes e vizinhos também caíram doentes. Todos sofrem com as dores e o desconhecimento.
— Li a respeito das pesquisas do professor Tanuri e o procurei. Estamos preocupados porque ninguém sabe que doença é essa. Sobram mosquitos nos terrenos abandonados. A situação é calamitosa. É nosso dever colaborar — frisa Menezes.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana

11/08/2026

Em pouco mais de uma semana, duas áreas de preservação ambiental da cidade foram atingidas por incên...

Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária

11/08/2026

Enquanto São Paulo recebe a Climate Week 2026 e se apresenta ao mundo como referência latino-america...

Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília

11/08/2026

O estúdio local Bloco Arquitetos concluiu uma casa em Brasília cercada por painéis de tijolos e ampl...

Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia

11/08/2026

Mais de mil hectares, o equivalente a cerca de 1,4 mil campos de futebol. Essa é a área ocupada pela...

Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida

11/08/2026

A Petrobras selecionou uma empresa para aquisição de créditos de carbono, gerados a partir de restau...

Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível

11/08/2026

Centenas de funcionários de hotéis mexicanos, operadores de tratores e militares especializados da M...