
10/03/2016
Um documento divulgado na terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a resistência do Aedes aegypti a inseticidas que vêm sendo usados nas áreas atingidas pelo vírus zika. De acordo com a instituição, a medida mais comum nos locais onde há infestação é usar o produto químico mais barato. A resistência criada pelos mosquitos exige sua troca por inseticidas mais caros e a combinação com métodos de controle do vetor que não sejam químicos.
Segundo a OMS, a reversão da imunidade de mosquitos é possível, porém lenta e variável. Além do controle sem produtos químicos, a organização aponta que deve ser feito um rodízio de inseticidas, preferencialmente num ciclo bianual.
A entidade recomenda que sejam usados diferentes inseticidas para áreas geográficas vizinhas. Pelo método, chamado de mosaico, deve-se aplicar um tipo de produto numa área. Em seguida, outro deve ser usado na região em volta. A OMS reconhece que a prática é difícil, especialmente numa epidemia, quando a ação rápida é a chave para conter a infestação.
Ainda de acordo com o estudo, é preciso usar diferentes compostos químicos para combater larvas e mosquitos adultos. Por exemplo: os chamados organofosforados para os adultos e biolarvicidas do tipo Bti, ou reguladores de crescimento, conhecidos como IGRs, para as larvas.
Fonte: O Globo
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