
25/02/2016
O Aedes aegypti voltou. Depois de dois janeiros de pouca chuva e, consequentemente, um número pequeno de casos de dengue, o mosquito que transmite também a chicungunha e a zika está proliferando novamente. Em janeiro deste ano, foram 293 casos registrados de dengue na região da chamada Área Programática 4 (AP 4), que abrange Barra, Recreio, Jacarepaguá e Vargens, o maior índice de toda a cidade. Em segundo lugar vem a AP 3.3, que abrange Irajá, Pavuna, Anchieta e Madureira, com 187 casos.
A região da Barra, historicamente, registra muitos casos de dengue. De acordo com dados da Secretaria municipal de Saúde, foram 63 mortes pela doença de 2000 a 2016. A região, que tem 910 mil habitantes, a segunda maior população da cidade, dividiu o primeiro lugar no número de óbitos com a AP 3.3, que tem 943 mil habitantes, de acordo com o Censo de 2010.
No condomínio Condado de York, em Vargem Grande, a luta contra o Aedes já é parte do dia a dia. O advogado Rogério Goulart caiu doente há cerca de um ano. Ficou uma semana em casa, com o diagnóstico de dengue. Ele não sabia então que a doença voltaria a ganhar força no final do ano passado e que sua mulher, Regina, seria acometida tanto por dengue como por zika.
— Além da minha mulher, temos um vizinho com zika e outro com dengue. O problema é que aqui tem muito espaço para o Aedes proliferar — conta Goulart.
Ele aponta como principais responsáveis por isso os cerca de 60 terrenos vazios no condomínio, onde a grama costuma ficar alta e são jogados entulho e materiais de construção. Regina, por sua vez, considera que o problema é exacerbado pela precariedade do sistema de saneamento nas Vargens.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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