
18/02/2016
A prefeitura do Rio anunciou nesta quinta-feira que em 2015 houve um boom de atendimentos de casos de gatos com esporotricose na cidade, micose causada por um fungo que vive no solo e se multiplica em matéria orgânica em decomposição. Segundo a Vigilância Sanitária do município, ano passado foram atendidos 3.253 casos da doença. De janeiro a julho, foram 1.107 novos casos; de agosto a dezembro, 2.146. A Vigilância acredita que o aumento de procura por atendimento foi resultado da campanha “Esporotricose – um risco para seu gato e para você”, que informou à população carioca os riscos que o fungo poderia causar a gatos e cães, lançada no começo do segundo semestre, após uma epidemia da zoonose.
Por causa do aumento da demanda, a Vigilância Sanitária informa que ampliou o atendimento nas unidades de zoonoses e medicina veterinária. Foi implantado o serviço de atendimento veterinário no Instituto de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (IPDF), em Santa Cruz. Até agosto de 2015, os donos de gatos só tinham a opção de tratamento gratuito no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV), em São Cristóvão. No IPDF, antes era feita apenas a distribuição de medicamentos, com a apresentação da receita, e a identificação da suspeita da doença, em animais abandonados.
Hoje, a prefeitura oferece atendimento veterinário gratuito e exclusivo para esporotricose nas duas unidades, serviço que consiste no exame do animal, encaminhamento de material para análise em laboratório, fornecimento do medicamento, orientação para o tratamento em casa, castração e monitoramento para o dono do animal não esquecer as datas de retorno às unidades. Além dos animais levados pelos donos, as unidades também tratam dos bichos abandonados nas ruas.
Segundo a Vigilância Sanitária, a esporotricose é um tipo grave de fungo que também pode atingir outras espécies de animais, mas os gatos são os mais suscetíveis. A doença pode ser transmitida para os humanos, provocando graves lesões na pele. Para os gatos, a esporotricose pode ser fatal, se não for tratada corretamente. A contaminação ocorre através do contato das garras do animal com material orgânico em decomposição contaminado, como cascas de árvores, palhas e o solo. Com o fungo instalado, o gato pode transmitir a doença por meio de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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