
02/02/2016
Os adoçantes são, há pelo menos 30 anos, companheiros inseparáveis de Wal Santos, que já nem imagina mais sua vida sem seu “amigo da hora do cafezinho”. A carioca passou boa parte de seus 52 anos observando gotinhas transparentes submergirem na bebida, que ela toma até dez vezes por dia. Chamado tecnicamente de edulcorante, o adoçante substitui quase que completamente o açúcar na rotina de Wal. Mesmo quando ela compra o produto refinado — para fazer bolos, por exemplo —, o saquinho de açúcar chega a “endurecer” no armário da cozinha, de tão pouco que é usado.
— Meu paladar se acostumou tanto que hoje mal consigo pôr açúcar na boca — conta ela.
A transição para o uso dos adoçantes não foi natural, mas, sim, consciente, para controlar o peso e afastar a possibilidade de sobrepeso e diabetes. Curiosamente, no entanto, estudos científicos recentes associam o mesmo produto — que entrou no mercado como um “trunfo” para evitar diversos males do açúcar — a riscos maiores de uma pessoa desenvolver tanto a obesidade quanto a diabetes tipo 2, além de distúrbios intestinais, falhas cardíacas e outros problemas.
Há quem defenda que, se ingeridos nas doses recomendadas, os adoçantes não trazem problemas para as pessoas. Mas, na opinião de muitos especialistas, mesmo em quantidades razoáveis, esses produtos tendem a desequilibrar certas funções do corpo e, por isso, deveriam ser tão evitados quanto o açúcar.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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