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Obras de despoluição na Marina atrasam

26/01/2016

E no meio do caminho das obras da Cedae para eliminar os despejos irregulares de esgoto que poluem a Marina da Glória tinha uma pedra. Na verdade, várias, da época em que o Morro do Castelo foi desmontado, e os restos serviram para aterrar há quase cem anos parte do Centro, no início do século 20. Resultado: a necessidade de retirar do caminho as pedras do Morro do Castelo, entre outros imprevistos, atropelaram mais uma vez o cronograma de uma obra ambiental prevista para os Jogos Olímpicos, já que as provas de vela partirão da Marina. Nem o “tatuzinho” (versão portátil da máquina empregada nas obras de expansão do Metrô entre a Zona Sul e Barra) resistiu. Ele abria caminho para implantar as tubulações da futura galeria de cintura que desviará o esgoto das ligações clandestinas para o emissário submarino de Ipanema. Numa escavação há dois meses, a perfuradora quebrou quando bateu numa dessas rochas que não havia sido mapeada nas sondagens.
O prazo anterior para acabar o projeto era dezembro passado. Mas a obra, orçada em R$ 13 milhões, atrasou por diversos fatores. Primeiro, foi preciso repor o tatuzinho para terminar um trecho de tubulações que atravessará a Avenida Rio Branco. O equipamento chegou. Mas a continuidade das obras na Rio Branco dependia da prefeitura fechar o trânsito no trecho das imediações da Cinelândia, para transformá-la num boulevard, o que só aconteceu no sábado passado. Agora, a expectativa do presidente da Cedae, Jorge Briard, é entregar a galeria de cintura por trechos, entre o fim de fevereiro e o fim de março. Segundo ele, independentemente de qualquer novo imprevisto, há tempo para acabar a obra antes das Olimpíadas.
— Quando descobrimos as primeiras pedras, resolvemos fazer mais sondagens no terreno do trecho em obras para evitar surpresas. De qualquer forma, no fim de fevereiro, já será possível bombear 75% dos esgotos que caem na Marina da Glória — explicou o presidente da Cedae.
As pedras não foram o único obstáculo. Boa parte do projeto executivo teve que ser revista quando as escavações já iam começar. Neste caso, a pedra no meio do caminho foi o traçado da Linha do VLT na Avenida Rio Branco. O VLT teve ligeiras modificações no traçado para atender a exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Resultado: o novo local para o assentamento dos trilhos era o mesmo escolhido pela Cedae.

Saiba mais em O Globo

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