UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Material desenvolvido na Suíça tende a deixar energia solar mais barata

26/01/2016

O alto custo de compra e instalação de painéis fotovoltaicos é um dos grandes entraves para a disseminação do uso de energia solar no Brasil e no mundo. No entanto, um novo material desenvolvido por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, promete mudar radicalmente este cenário. Por meio de engenharia molecular, eles criaram moléculas de FDT (sigla em inglês para fluoreno-ditiofeno dissimétrico), material capaz de transportar cargas positivas dentro dos painéis solares. Esta função é essencial para que as placas funcionem, mas, até hoje, os transportadores de carga eram muito caros. De acordo com os cientistas, o FDT custa um quinto do preço dos outros produtos e eleva a eficiência energética em 20,2%, enquanto os painéis que estão hoje no mercado conseguem 14%.
O FDT pode, também, ser facilmente modificado, segundo os pesquisadores. Isso permitiria o aumento do leque de opções para construir vários modelos de placas fotovoltaicas.
As novas placas de FDT são formadas a partir da perovskita, um tipo de mineral que assume a forma de cristais e é largamente utilizado para equipamentos de energia solar. Segundo um de seus criadores, o professor Mohammad Nazeeruddin, elas são mais fáceis de fabrificar e purificar.
No Brasil, com a tecnologia atual, gasta-se em média R$ 17 mil para ter energia solar em casa. A redução no preço fica ainda mais atraente quando se percebe como este novo tipo de placa é mais eficiente do que as que são usadas hoje em dia.
O coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, lembra que existem outras tecnologias ainda em laboratório que permitem aumentar a eficiência da energia solar em até 40%, mas todas elas são mais caras do que as que temos no mercado.
— A grande novidade dessa descoberta é a possibilidade de fazer a eficiência crescer ao mesmo tempo em que se reduz o custo — destaca. — O grande salto vai ser conseguir produzir placas com esse material em larga escala.
Para Baitelo, além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso encontrar uma forma de baratear os serviços — instalação e manutenção — e a logística.
— O Brasil importa todos os equipamentos relacionados a energia solar. Se começarmos a fabricá-los, gastaremos menos com logística — destaca.

Fonte: O Globo

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...