
12/01/2016
Com a previsão de temperaturas altas e mais chuva, a estação que começa segunda-feira corre o risco de entrar para a História como o "verão do zika". Desde que pesquisadores associaram o aumento dos casos de microcefalia em bebês ao vírus transmitido pelo Aedes aegypti, a doença se tornou uma grave crise de saúde pública nacional. Durante o período mais quente do ano, pode ocorrer um agravamento do quadro. No Estado do Rio, foram 419 casos suspeitos de zika de outubro até o início de dezembro. Há ainda mais de 600 grávidas sendo monitoradas porque tiveram manchas vermelhas no corpo, um dos sintomas da doença.
- A previsão para o verão de 2016 no Rio é de temperaturas muito altas, provavelmente acima de 42 graus, devido ao fenômeno El Niño. Além disso, é possível que ocorram muitas pancadas de chuva, aquelas típicas da estação. No último verão, tivemos períodos de 30 a 40 dias sem chuva. Isso não deve acontecer novamente. Para o próximo ano, a previsão de estiagem ainda não passa de 10 a 15 dias - afirma Francisco de Assis Diniz, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
As palavras de Diniz, que, segundo ele mesmo, poderiam "soar como música para os ouvidos dos mosquitos", prometem ser um pesadelo para gestores públicos que atuam no combate à proliferação do Aedes aegypti. O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do estado, Mário Sérgio Ribeiro, demonstra preocupação com a chegada do verão. Segundo ele, a situação já é grave e tende a ficar ainda pior.
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