
01/12/2015
Além dos discursos de 150 chefes de Estado, o primeiro dia da Conferência do Clima de Paris (COP-21) foi marcado pelo encontro do Climate Vulnerable Forum (CVF), um grupo de 30 países altamente expostos aos efeitos das mudanças climáticas. Formado principalmente por nações insulares e outras menos desenvolvidas da África, a coalizão reivindicou esta segunda-feira que as emissões de combustíveis fósseis sejam zeradas em todo o planeta até 2050. Com isso, seria possível conter o avanço da temperatura global a 1,5 grau Celsius.
Fundado em 2009, o CVF apresentou a Declaração Manila-Paris, em que cobra mais esforços e investimentos dos países desenvolvidos — que estão entre os maiores poluidores da atmosfera e têm mais infaestrutura para reagir aos eventos climáticos extremos. As nações vulneráveis exigem ajuda externa de US$ 20 bilhões até 2020.
— Nós nos recusamos a ser o sacrifício da comunidade internacional em Paris — protestou o ministro do Meio Ambiente de Bangladesh, Anwar Hossain Manju. — Todas as partes têm obrigação de agir. Não fazer isso é um crime.
Ministro do Meio Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas da Etiópia, Kare Chawincha ressaltou a desigualdade dos efeitos do aquecimento global.
— As mudanças climáticas não afetam a todos igualmente — alertou. — Os países que contribuíram menos para este problema são, normalmente, os mais afetados. Ainda assim, não ficamos ociosos. A Etiópia, por exemplo, anunciou à ONU que vai cortar 64% de suas emissões até 2030.
Entre os membros do CVF estão Afeganistão, Bangladesh, Barbados, Quênia, Kiribati, Madagascar, Nepal, Filipinas, Tuvalu, Vanuatu e Vietnã.
Fonte: O Globo
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