
24/11/2015
A população da Austrália já está acostumada a lidar com secas. A cada 30 anos há uma estiagem grande no país, mas não tão forte quanto a "seca do milênio", período entre 1995 e 2009 que registrou algumas das piores taxas de chuva da história australiana. Entre 2001 e 2004, algumas cidades tiveram apenas 4% da média histórica de chuva.
Para enfrentar a crise, o país apostou em formas de incentivar seus habitantes a economizarem água por meio de campanhas, multas para quem desperdiça e substituição de equipamentos, como torneiras, pias e vasos sanitários, com incentivo do governo. Segundo o professor australiano Stuart White, diretor do Instituto de Futuros Sustentáveis, essas mudanças e o investimento em tratamento de esgoto e reuso de água se mostraram mais eficientes do que a construção de novas represas ou usinas de dessalinização.
Brisbane, cidade de 2,1 milhão de habitantes é um exemplo do sucesso desses programas, segundo White. O consumo passou de 300 litros por pessoa por dia para 125 litros por pessoa por dia durante a seca. Hoje, a taxa está em 170 litros por pessoa por dia. No Brasil, a média é de 166 litros por pessoa por dia, mas estados como Rio de Janeiro e São Paulo têm consumo acima da média: 253 e 188, respectivamente, segundo dados do Ministério das Cidades.
Em visita a São Paulo a convite do governo paulista para participar de um workshop sobre como a Austrália enfrentou a falta d´água, na semana passada, o professor White conversou com o GLOBO.
A entrevista pode ser lida em O Globo
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