
19/11/2015
Os estragos provocados pela enchente de 2010 não saem da memória da comerciante Vilma de Oliveira Passos, de 46 anos, que tem uma pequena mercearia na Rua Gérson Gonçalves, antiga 26, às margens do Rio Jacaré, em Piratininga, Niterói. Ao sinal de qualquer chuva, ela e os vizinhos já ficam de sobreaviso. No sábado retrasado, dia 1 de novembro, a vigilância foi redobrada porque o rio, por pouco, não transbordou durante a chuva que não foi tão forte nem duradoura; por sorte, segundo ela.
Cinco anos depois da tragédia, o assoreamento dos rios da Região Oceânica se agravou porque aumentou o número de construções irregulares às suas margens e sobre os canais que cortam áreas invadidas. Segundo o Centro Comunitário da Região Oceânica (CCRON), existem 2.500 famílias (cerca de dez mil pessoas) morando em favelas às margens das lagoas de Itaipu e de Piratininga.
— A verdade é que não aconteceu outra tragédia porque não tivemos chuvas fortes e demoradas nos últimos cinco anos. Pontes de madeira, garagens e até casas estão sendo construídas desordenadamente sobre os rios. Se chover como choveu em 2010, não há dúvidas de que a tragédia será ainda maior — avalia o presidente do CCRON, Gonzalo Perez Cuevas, que cobra da prefeitura o desassoreamento dos rios e fiscalização de casas irregulares.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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