
29/10/2015
Para produzir encantamento, cerca de oito mil animais e muita tecnologia. O Aquário Marinho do Rio (AquaRio) terá um quê de ficção na linha Steven Spielberg, algo de parque temático e bastante de laboratório de biologia, química e física. As principais atrações serão mesmo as 350 espécies que darão vida ao maior empreendimento do tipo na América Latina. Mas, por todo canto, à vista ou nos bastidores, uma série de conhecimentos científicos vai proporcionar interatividade, aprendizado e entretenimento. E importante: garantirá que esse universo seja sustentável.
Os aparelhos eletrônicos e as inovações audiovisuais serão a chave para brincadeiras interativas e educativas, conta o biólogo marinho Marcelo Szpilman, diretor-presidente do AquaRio. Na entrada, o visitante verá no teto a ossada de uma baleia, com 13 metros de comprimento. Em seguida, haverá um auditório inspirado em parques da Disney. Numa tela como a de um cinema, aparecerá uma tartaruga, que vai “conversar” com o público. Ilusão que só será possível porque o animal virtual será controlado por uma pessoa, escondida, com sensores nos braços e na boca, cujos movimentos serão reproduzidos na imagem.
— A tartaruga poderá se dirigir a alguém na plateia num bate-papo. E falará da importância do ambiente marinho. Aqui começa o componente de educação do AquaRio. Como todo bom aquário do mundo, teremos como tripé a educação, a pesquisa e a conservação — diz Szpilman.
Em mais um artifício da computação, os visitantes vão montar seu próprio peixe virtual. Escolherão características como o formato do corpo e a cor do bicho. E, quando entrarem na área dos tanques, verão sua criação em telas de LED, graças a um cartão de radiofrequência que carregarão no passeio.
Haverá ainda uma gruta cenográfica, equipada com a tecnologia de realidade aumentada, que misturará o real com o virtual, dando ao visitante a sensação de pegar um animal com a mão e vê-lo em diferentes dimensões. A princípio, a imagem da pessoa e a do bicho serão projetadas numa tela, com o uso de câmeras e softwares. Mas, no futuro, a ideia é que tudo possa ser visto com recursos de holografia.
Já entre os desafios técnicos para o aquário funcionar, o empreendimento terá uma verdadeira estação de tratamento de água. Não é para menos. Serão 28 tanques de visitação, com capacidade para 4,5 milhões de litros de água salgada (o equivalente a quase duas piscinas olímpicas). Só o Recinto Oceânico — o maior deles, onde o visitante poderá mergulhar, inclusive em meio a tubarões — comportará 3,5 milhões de litros.
Leia a matéria completa em O Globo
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