
08/09/2015
Era o primeiro dia de férias do jornalista Daniel Mendonça, mas, quando ele acordou, na última segunda-feira, não tinha motivos para comemorar. Dores nas articulações, enjoo e febre alta o obrigaram a buscar atendimento na Clínica São Vicente, na Gávea. Foram cinco horas em observação, até que ouviu do médico o resultado do exame de sangue: o nível de plaquetas estava no patamar mínimo - no mesmo de quando tivera dengue, três anos antes. A viagem programada foi suspensa, e Daniel agora aguarda em casa o laudo de um outro teste, para saber se está ou não com a doença e se vai engrossar as suas estatísticas no Rio. De janeiro a agosto deste ano, a cidade teve 15.241 casos, uma alta de 633% em relação ao mesmo período do ano passado (2.079). No estado, o panorama é ainda pior: foram 52.877 pessoas infectadas nos primeiros oito meses do ano, 729% a mais do que em igual período de 2014 (6.378). Números que já fazem especialistas temer uma epidemia.
- Quando tive dengue, em 2012, foi no auge do verão. Na minha casa, não tenho planta. Nem moro perto de lugar de risco para se contrair a doença. Como posso ter tido tanta sorte? - ironiza Daniel, que mora na Tijuca.
Dois fatores, segundo infectologistas, podem ter contribuído para o crescimento do número de casos. O primeiro é o calor. O inverno, estação em que a temperatura deveria ser mais amena, teve altas temperaturas. E o pouco que choveu foi suficiente para abastecer os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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