
03/09/2015
O ritmo das construções irregulares continua intenso às margens do Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense. Inaugurado em julho do ano passado, o trecho de pouco mais de 70 quilômetros que corta as cidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí apresenta pontos de favelização e adensamento populacional. Sem qualquer infraestrutura e saneamento básico, famílias estão construindo casas e ocupando desordenadamente as margens da rodovia, que terá 145 quilômetros, até Itaboraí, quando for concluída. A área mais afetada está entre os quilômetros 66 e 82, no bairro de Vila de Cava, em Nova Iguaçu, conforme O GLOBO revelou no fim de março. Passados cinco meses, o governo estadual não cumpriu a promessa de implantar um organismo de governança para ordenar o uso do solo na região. Agora, anuncia que enviará em breve para a Assembleia Legislativa a proposta de criação do novo órgão de fiscalização.
O vaivém de caminhões com material de construção não para. Sem energia elétrica, a área ganhou ligações clandestinas de luz. Em Vila de Cava, na altura do quilômetro 67, motoristas até usam um acesso clandestino, que liga a estrada à comunidade. Com o aumento da população, cresce o número de placas anunciando a venda de lotes. Negociado por R$ 5 mil há um ano, hoje um terreno é oferecido por R$ 20 mil.
A dona de casa Maria de Fátima Lopes de Araújo morava no bairro Santa Rita, também em Nova Iguaçu, e teve a casa desapropriada para a passagem do Arco Metropolitano.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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