
20/08/2015
Eles desafiam a hepatite, e não se acovardam com o nível de coliformes fecais. No centro da polêmica sobre a qualidade de suas águas, as praias da Baía de Guanabara ainda atraem banhistas fiéis, e destemidos, apesar do risco real. Um grupo que pode ser visto se banhando, despreocupadamente, de Botafogo à Ilha do Governador — um dos pontos de maior concentração de lixo, de potes de margarina a sofás.
Enquanto os velejadores britânicos teriam se precavido ingerindo probióticos para não contraírem uma infecção intestinal durante as provas do evento-teste, que se estenderão até o dia 22 deste mês, a técnica de enfermagem Anna Rolstz garantia, neste domingo, que um mergulho na Baía não faz mal. A quem está acostumado, pontuou ela. Já para forasteiros...
— Fui criada na Praia da Bica. Nunca tive problema de pele. Pode ser que eu tenha desenvolvido anticorpos para as bactérias da Baía. Para os atletas, pode ser perigoso, porque eles não têm as mesmas defesas — ponderou.
Na semana passada, durante reunião sobre os Jogos de 2016, a presidente da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), Nawal El Moutawakel, convocou um mergulho coletivo para provar que não há risco.
Mas, bem antes dessa convocação, o marteleiro Paulo Fernando Alves há muito batia ponto na Praia da Bica, na Ilha. Ontem, enquanto os filhos mergulhavam, ele defendia que o lixo flutuante serve até de diversão:
— As crianças mergulham no meio do óleo, e até brincam em cima dos sofás.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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