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Drones ajudam cientistas a monitorar saúde de baleias assassinas

15/08/2015

Pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) descobriram nos veículos aéreos não tripulados — popularmente conhecidos como drones — uma ferramenta mais barata e eficiente que os helicópteros no acompanhamento de um grupo de baleias orcas na Colúmbia Britânica, no Canadá. É a primeira vez que a tecnologia é utilizada para monitorar a espécie e, de acordo com os cientistas, permite acompanhar a saúde dos animais.
A vantagem mais aparente é o preço. É muito mais barato investir na compra de um drone do que alugar helicópteros, mas o equipamento também oferece benefícios técnicos. Em artigo publicado na revista acadêmica “Journal of Unmanned Vehicle Systems“, o pesquisador da NOAA John Durban explica que é possível chegar a locais fora do alcance dos helicópteros e fazer fotos mais próximas sem perturbar os animais.
“Nós obtivemos sucesso em posicionar o hexacóptero diretamente sobre o grupo de baleias assassinas de uma altitude entre 35 e 40 metros. Nós não observamos respostas comportamentais das baleiras durante nenhum voo, aparentemente elas não estavam cientes da presença do pequeno hexacóptero”, afirmou o pesquisador.
O equipamento utilizado foi um drone com seis rotores APH 22, modificado para ser operado de um barco. Foi preciso calibrar os sensores giroscópicos em terra, para o balanceamento não ser alterado pelo movimento do mar. Dessa forma, foi possível manter a estabilidade do voo mesmo com lançamento de uma plataforma móvel.
A equipe conseguiu obter um total de 18.920 imagens de alta resolução em 60 missões realizadas no fim do ano passado. Com elas, foi possível “resolver as diferenças em marcas naturais para identificar as baleias individualmente pela pigmentação, o que permitiu vincular medições para animais com idade e sexo conhecidos”.
Segundo os cientistas, pelos perfis fotográficos é possível inferir a condição corporal dos animais e determinar aspectos como o estado nutricional e fêmeas grávidas. Como as baleias podem ser identificadas pela pigmentação, os pesquisadores são capazes de acompanhar o ritmo de crescimento e monitorar quais estão em boa situação e quais correm risco de morrer.
“A primeira e muito bem sucedida experiência de campo demonstrou que o APH 22 tem grande utilidade para coletar imagens fotogramétricas que preenchem lacunas nos dados coletados em grupos de baleias livres”, conclui o pesquisador. “Nós antecipamos que essas vantagens podem oferecer uma opção barata para estudos de populações selvagens em geral, não apenas de baleias”.

Fonte: O Globo

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