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Mudança climática ameaça um em cada seis patrimônios naturais da humanidade

14/07/2015

Existem no mundo 228 locais eleitos pela Unesco para receber atenção especial pelo “espetacular valor universal”, mas, apesar dos esforços de proteção, algumas dessas maravilhas naturais estão sob risco. Relatório divulgado pelo Comitê do Patrimônio Mundial, em reunião realizada esta semana em Bonn, na Alemanha, aponta que as mudanças climáticas ameaçam um em cada seis patrimônios naturais da humanidade.
— Poucas pessoas estão conscientes da escala total do dano resultante da mudança climática, inclusive para algumas das mais espetaculares áreas do planeta — disse Inger Andersen, diretora geral da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês). — Nós precisamos agir para enfrentar essa ameaça no trabalho no campo e a nível global. Conseguir um acordo ambicioso pelos governos que vão se reunir na conferência climática da ONU em Paris, no final do ano, pode ajudar a proteger nosso precioso patrimônio mundial. As apostas são muito altas para perdermos o que pode ser nossa última janela de oportunidade.
É a primeira vez que a mudança climática foi pauta nas reuniões anuais do comitê. Segundo o relatório IUCN World Heritage Outlook , o impacto já é evidente em 35 dos 228 locais listados como patrimônio mundial por causa dos valores naturais. O documento afirma que apenas esforços globais coordenados podem reduzir os efeitos das mudanças climáticas, mas é importante aumentar a resiliência dos locais ameaçados limitando outras pressões ao mínimo possível.
Reservas marinhas e costeiras enfrentam ameaças pelo aumento do nível do mar, acidificação do oceano e o aumento da frequência e severidade de eventos climáticos extremos. Na Grande Barreira de Coral australiana, o aumento das temperaturas das águas estão causando o branqueamento dos corais e a acidificação restringe o crescimento dos mesmos. Em Rennell Oriental, nas Ilhas Salomão, um patrimônio natural está sendo ameaçado por atividades madeireiras, e o aumento da salinidade do Lago Tegano, como resultado do aumento do nível do mar, reduziu o estoque de água doce para as comunidades locais.

Saiba mais em O Globo

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