
09/07/2015
Quando era criança, o estudante Rodrigo Sampaio, morador de Quintino, não podia ver nenhum equipamento eletrônico ou eletrodoméstico sem que tivesse vontade de desmontá-lo. Primeiro, foi uma calculadora. Depois, vieram ferro de passar, liquidificador, batedeira, sanduicheira... Tudo virava um quebra-cabeça. A mãe tentou, em vão, impedir. Mas, quando percebeu que o filho era capaz de juntar pedaços de um rádio com defeito e transformá-lo num aparelho com “vida”, resolveu apoiar o garoto. Com 14 anos, Rodrigo construiu o primeiro minirrobô. A engenhoca era capaz de varrer a mesa do almoço e juntar farelos e restos de comida.
— Lembro que olhava para qualquer aparelho eletrônico e queria saber como funcionava. Era mais forte do que eu — conta o jovem, hoje com 20 anos, e que concluiu o ensino médio na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).
O último projeto saiu do forno há algumas semanas. Em junho do ano passado, Rodrigo e o primo Carlos Eduardo Dias, o Cadu, de 16 anos, criaram um gerador de energia que consegue recarregar um celular. A diferença desse para outros carregadores portáteis é que o Ônix — nome que escolheram para batizar a invenção — não precisa ser ligado à rede elétrica. O aparelhinho mede cerca de sete por 6,5 centímetros, e não pesa nem 500 gramas.
E como ele acumula energia? A resposta está no movimento corporal. O Ônix fica dentro de uma bolsa, presa por fitas na altura da coxa. Uma haste de alumínio, de 15 centímetros de comprimento, conectada ao aparelho, desce pela lateral da perna até a parte de cima da canela.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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