UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Construção de hidrelétrica na Amazônia provocou extinção de animais

02/07/2015

Ainda durante sua construção, em 1986, a usina hidrelétrica de Balbina já era considerada um grande desastre ambiental. Um estudo publicado ontem na revista “PLOS One” corrobora a opinião dos cientistas. De acordo com pesquisadores da Universidade de East Anglia (Reino Unido), o alagamento de uma área de 3.129 km², que resultou na criação de 3.546 ilhas, isolou espécies, prejudicou a migração e reprodução de peixes, aumentou os índices de extinção de animais, fragilizou as florestas e aumentou a emissão de gases de efeito estufa.
A equipe realizou levantamentos de biodiversidade em 37 ilhas do reservatório hidrelétrico, além de três áreas de floresta vizinhas à usina, localizada a 100 quilômetros de Manaus. Além dos dados coletados em campo, imagens de satélite de alta resolução demonstraram o nível de degradação florestal das ilhas e uma análise mais detalhada do resto do arquipélago. Censos e armadilhas fotográficas registraram a fauna de cada região da usina.
O resultado: a maioria das populações de grandes mamíferos, aves e tartarugas desapareceu no que restou de terras no lago de Balbina. De fato, apenas 0,7% de todas as ilhas do reservatório ainda continham uma comunidade diversificada de espécies de animais e aves.
— Apesar do arquipélago ser uma reserva biológica, a extinção de diversas espécies está acelerada — alerta Carlos Peres, coautor do estudo e pesquisador de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia. — Os animais precisam de mais recursos, inclusive para se alimentar, do que os proporcionados pelas pequenas ilhas. Eles morrem e não há outros para substituí-los. Além disso, a incapacidade de locomoção da maioria das espécies para outros trechos do arquipélago também deve afetar a diversidade genética.
Além da área reduzida, a maioria das pequenas ilhas foi devastada nos últimos anos por eventos extremos, como vendavais, tempestades e incêndios.
— Estes fenômenos impõem um regime de degradação natural para as espécies remanescentes — lamenta Peres. — As secas impostas pelo El Niño, por exemplo, contribuíram para queimadas em diversas ilhas.
Segundo o pesquisador, a construção de centenas de novas barragens deve ser revisada sob o risco de que o país ganhe novas “Balbinas”.
— A hidrelétrica não deve ser a maior solução para a produção de energia. Seu impacto é muito maior do que os benefícios — condena. — Pequenos e médios empreendimentos podem ser viáveis. Minha objeção é com os grandes projetos, como aqueles já elaborados ao longo do Rio Madeira, também na Amazônia, além da usina de Belo Monte.

A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...