
30/06/2015
Naomi Oreskes, professora da Universidade Harvard, é um dos maiores nomes da ciência climática. Porém, seu reconhecimento não foi conquistado nesse campo: ela ficou conhecida por aplicar as ferramentas da erudição histórica para defender a climatologia contra ataques ideologicamente motivados.
Formalmente falando, Oreskes é historiadora da ciência. Informalmente, ela se converteu em pugilista, alguém que se atira em um ringue público agressivo que muitos climatologistas ciosos de suas carreiras procuram evitar.
Oreskes ajuda a levantar recursos para defender pesquisadores criticados por pessoas que negam as mudanças climáticas. Ela se tornou heroína de universitários ativistas, apoiando suas reivindicações de que universidades e outras instituições deixem de usar combustíveis fósseis. Apesar de muitas vezes relutar em mergulhar em disputas, climatologistas a enchem de elogios por sua disposição a fazê-lo no lugar deles.
"A coragem e a persistência de Oreskes em conscientizar o público sobre a ciência climática a converteram em lenda viva entre seus colegas", escreveram dois climatologistas, Benjamin D. Santer e John Abraham, em carta de 2011 em que apresentaram a candidatura de Oreskes a um prêmio.
A descoberta fundamental de Oreskes, feita com um coautor, Erik M. Conway, foi dupla.
Ela e Conway concluíram que táticas dúbias foram empregadas durante décadas para questionar descobertas científicas ligadas a temas como a chuva ácida, a camada de ozônio, a fumaça de tabaco e as mudanças climáticas.
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