
25/06/2015
O vazamento de óleo em um dos dutos da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, trouxe consequências para um ecossistema importante da Baía de Sepetiba, na Costa Verde. De acordo com o biólogo Mario Moscatelli, que sobrevoou a região na manhã deste sábado, a área do manguezal, nas margens da baía, recebeu a maior parte do material derramado. O lugar faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do município de Mangaratiba. Segundo ele, ainda não é possível saber a quantidade de óleo que atingiu os mangues, mas, dependendo do volume recebido, haverá desfolhamento da vegetação, prejudicando a fauna local.
— O problema do mangue é que o sedimento dele é fino, fazendo o ecossistema agir igual a uma esponja. Então, dependendo do volume de óleo que recebeu, ele vai armazená-lo por um bom tempo, até conseguir eliminar a carga. Pelo sobrevoo é difícil concluir quanto do material derramado chegou até o mangue. Mas há poucas manchas de óleo na água da baía. Será necessária uma avaliação minuciosa no manguezal para ver o tamanho do estrago — afirmou o Moscatelli.
O vazamento ocorreu no duto Orbig, que transporta óleo pesado de Angra dos Reis para ser refinado na Reduc, em Duque de Caxias. A estimativa da prefeitura de Mangaratiba sobre a quantidade de óleo derramado é de 30 mil litros. A Transpetro, porém, afirma que o derramamento foi de 600 litros, 50 dos quais teriam ido ao mar. Na sexta, a companhia afirmou que o problema ocorreu após uma tentativa de furto de óleo.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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