
18/06/2015
A Nutella se tornou alvo de ataques da ministra da Ecologia francesa, Ségolène Royal, devido ao impacto ambiental decorrente da produção de sua matéria-prima.
"É preciso reflorestar de modo massivo, porque houve um desmatamento massivo que contribui para o aquecimento global. É preciso parar de comer Nutella, por exemplo, porque é feita de óleo de palmeira", disse a ministra na noite desta segunda-feira (15) durante entrevista à emissora francesa Canal+.
"Palmeiras [para a produção] de óleo substituíram árvores, provocando danos consideráveis ao meio ambiente", afirmou, adicionando que o creme de avelãs deveria ser produzido com "outros ingredientes".
Na terça (16), a empresa italiana Ferrero, que produz a Nutella, afirmou em um comunicado –sem se referir diretamente às falas de Royal– que é "consciente das questões ambientais" e que adotou "diversos compromissos com relação ao seu fornecimento de óleo de palmeira".
"O cultivo de palmeira para a extração de óleo pode caminhar junto ao respeito ao ambiente e às populações", adicionou a Ferrero, que importa a matéria-prima da Malásia, de Papua-Nova Guiné e do Brasil.
Os comentários de Royal surtiram efeitos sobre as relações entre a França e a Itália. Nesta quarta (17), o ministro do Ambiente italiano, Luca Galletti, disse que a sua colega francesa deveria "deixar os produtos italianos em paz".
"Ségolène Royal está preocupada. Deixe os produtos italianos em paz. A janta de hoje (...) será pão com Nutella", afirmou Galetti.
Saiba mais na Folha de S. Paulo
Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador
13/08/2026
Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS
13/08/2026
Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES
13/08/2026
Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos
13/08/2026
Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado
13/08/2026
Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas
13/08/2026
