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Americanos e britânicos são mais resistentes a acordos climáticos, segundo pesquisa

09/06/2015

Apesar de serem os dois maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo, Estados Unidos e China têm ideias muito diferentes sobre a resolução das alterações climáticas. Em levantamento feito meses antes do encontro entre autoridades mundiais para definir políticas sobre as mudanças climáticas, a empresa de pesquisas YouGov descobriu que a população dos EUA e do Reino Unido está muito aquém de outros países, como a China, em desejar que o debate produza compromissos significativos.
Em dezembro, representantes internacionais vão se reunir em Paris para discutir um acordo internacional que alguns consideram a última chance da Humanidade em limitar os terríveis efeitos das alterações climáticas. Mas, nos EUA, 17% das pessoas "não concordam com qualquer acordo internacional que aborde as alterações climáticas". Esse número é de 7% no Reino Unido.
Por outro lado, na China e na Indonésia, esse número é de apenas 1%. Na China, inclusive, 60% das pessoas querem que seus representantes "desempenhem um papel de liderança na definição de metas ambiciosas para enfrentar as mudanças climáticas o mais rápido possível". No Reino Unido, esse índice cai para 41%.
A relutância do Reino Unido e dos EUA pode ser um resultado da descrença difundida entre muitos sobre as alterações climáticas. Perguntados sobre "o quanto este é um problema sério em sua totalidade", 32% dos americanos responderam "não" ou "não muito". No Reino Unido essa marca é 26%.
Parte da preocupação chinesa é atribuída à forma clara como os efeitos desse problema aparecem. Áreas urbanas foram recentemente atingidas por uma enorme poluição do ar, aumentando a conscientização da população.
Mas essas diferenças são susceptíveis de mudar à medida em que as negociações de dezembro sejam abordadas, bem como a forma como os resultados sejam vistos. Em todo o mundo, a maioria das pessoas querem que seus governos estabeleçam objetivos ambiciosos. Por isso, o encontro pode ser decepcionante se as negociações não forem bem-sucedidas.
Os dados do YouGov baseam-se em levantamentos realizados entre 22 e 27 de maio. A empresa observou que na China todas as perguntas foram feitas on-line, o que poderia ter afetado os resultados.

Fonte: O Globo

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