
28/05/2015
A Central de Triagem (CT) de Irajá, que poderia dar emprego a 200 catadores, tem apenas 25 em atividade — além de receber lixo hospitalar e material orgânico, resíduos inapropriados para a reciclagem naquele espaço. Na Zona Portuária, dois vigias da Comlurb se revezam para tomar conta de um galpão vazio, trancado a cadeado, onde deveria funcionar outra central. Já em Bangu, catadores se movimentam em uma área improvisada, ao lado de um esqueleto de construção que deveria ser uma central operada por uma das cooperativas credenciadas para o serviço. De acordo com o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, seis centrais de triagem seriam inauguradas até 2013, mas as unidades de Campo Grande, Penha e Jacarepaguá sequer saíram do papel. Um dos itens previstos no plano é o Programa de Ampliação da Coleta Seletiva, orçado em R$ 50 milhões. Mesmo financiado pelo BNDES, o projeto que pretende aumentar os índices de reciclagem na cidade encontra uma série de dificuldades para deslanchar.
Quando foi inaugurada pelo prefeito Eduardo Paes, em janeiro de 2014, a central em Irajá tinha a previsão de processar 20 toneladas de lixo reciclável. Segundo Evelyn Brito, presidente da Coopfuturo, cooperativa que atua no local, a unidade recebe atualmente cinco toneladas deste material — das quais 30% seriam rejeitadas por conter lixo orgânico ou hospitalar. Na última quarta-feira, várias seringas foram vistas no local. A Comlurb classificou a presença dos resíduos inapropriados de “fato isolado".
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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