
26/05/2015
No remoto ano de 1965, quando o Rio de Janeiro comemorou seu quarto centenário, a cidade ganhou de presente o Parque do Flamengo. A atração de 1,2 milhão de metros quadrados prometia reunir num único espaço arte, natureza, esportes e recreação infantil. A proposta, idealizada pela arquiteta e paisagista Lotta Macedo Soares, era criar um espaço que atendesse à toda família. Quase 50 anos e muitas histórias depois, a ideia ainda esbarra em uma série de problemas que se acumulam desde sua inauguração. Apesar de a área receber nos fins de semana atletas e artistas, jovens e idosos, pais e filhos de todas as regiões da cidade, equipamentos de lazer, como os parquinhos infantis, estão bastante deteriorados. Além disso, episódios como os recentes casos de assaltos a frequentadores do parque, e o consequente aumento da sensação de insegurança, têm afastado os visitantes. O sonho de Lotta deu lugar a um espaço que, apesar de belo, passa uma sentimento de abandono e perigo.
Paradoxalmente, a solução para este e para todos os outros problemas pode estar na direção contrária ao esvaziamento do parque: a plena retomada do espaço pelos cariocas. É o que defende Fernando Nascimento, diretor de operações e um dos fundadores do Instituto Lotta, sociedade civil sem fins lucrativos criada em 2012 para manter vivo o legado da arquiteta.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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