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FioCruz confirma novos casos do vírus zika

14/05/2015

Transmitido pelos mesmos mosquitos da dengue e da chicungunha, um novo vírus, conhecido como zika, começou a circular pelo Brasil. Os primeiros casos foram confirmados este mês na Bahia, e agora cientistas comprovaram a presença do vírus também no Rio Grande do Norte. Há ainda relatos, não confirmados, de pacientes nos estados nordestinos de Maranhão, Pernambuco, Sergipe e Paraíba, além suspeitas no Rio de Janeiro. Os sintomas das três doenças são parecidos, mas a preocupação de pesquisadores é, especialmente, com uma eventual ocorrência de surtos simultâneos, o que poderia provocar complicações mais sérias.
As amostras de 21 pacientes de Natal foram analisadas por cientistas da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande Norte. Eles aplicaram testes moleculares desenvolvidos por países com maior incidência da doença e comprovaram que o material genético de oito delas era do novo vírus. Nos demais, garantem não se tratar de dengue nem chicungunha.
— Possivelmente são também zika vírus, mas não conseguimos comprovação porque o vírus circula no sangue do indivíduo por dois ou três dias, e os testes não tão são sensíveis para detectá-lo depois desse período — explica a virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora da pesquisa e chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Carlos Chagas/Fiocruz Paraná. — Esses dados mostram que, de fato, a doença está se dispersando no país.
Além dos sintomas parecidos com os da dengue e da chicungunha — dores nas articulações, no corpo e de cabeça, febre, náuseas, diarreia e mal-estar — o zika vírus ainda pode causar fotofobia, conjuntivite e erupções cutâneas por todo o corpo, incluindo as palmas das mãos e as plantas dos pés, acompanhadas de muita coceira. Após a picada do mosquito, os sinais aparecem entre três a 12 dias e duram de quatro dias a uma semana. Especialistas afirmam, entretanto, que são sinais mais brandos que os das outras duas doenças e que não há mortes registradas. A preocupação, na verdade, é a da co-infecção.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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