
14/04/2015
O aparecimento de grandes concentrações de algas na superfície do mar em Fernando de Noronha, no início desta semana, foi visto com preocupação por especialistas. O fenômeno, que muitos moradores relataram jamais terem visto na região, pode estar associado a mudanças climáticas.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que estava em meio a uma expedição pela área, coletou amostras das algas para investigar a origem do material. Segundo o professor do Centro de Ciências Biológicas da instituição, Paulo Horta, a expectativa é chegar a resultados conclusivos em até 15 dias.
- Há algumas hipóteses que serão respondidas por meio de análises moleculares. Queremos saber se esse material veio do mar do Caribe, onde é recorrente, ou se é fruto de uma floração dessas algas na região. Nos dois casos, as mudanças no clima podem estar por trás do ocorrido - afirmou.
Horta explica que, nessa época, a superfície de água na região está chegando aos 31ºC, o que proporcionaria a explosão populacional dessa alga, que pertence ao gênero Sargassum sp. Além disso, as alterações nas correntes oceânicas causadas pelas mudanças climáticas também pode ter feito com que elas tenham sido deslocadas até o Brasil.
Se a última hipótese for comprovada, há possibilidade de que as algas tenham trazido lixo e espécies exóticas para a região.
- Isso é péssimo porque mostra como podem estar chegando águas poluídas em Noronha, colocando em risco todo o equilíbrio preservado - avaliou Horta, comentando que as algas deixaram de ser vistas na região ontem, mas continuam a flutuar pelo mar.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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