
31/03/2015
Crianças de famílias pobres apresentam diferenças físicas significativas na superfície do cérebro — área que influencia a atividade dos neurônios — em relação aos filhos de grupos mais ricos, segundo um estudo do Centro Médico da Universidade de Columbia.
Os pesquisadores analisaram as ressonâncias de 1.099 crianças e adolescentes de nove grandes cidades e notaram que a superfície do cérebro das crianças mais pobres é menor. A área está conectada à inteligência, afirma o estudo, que foi lançado em uma publicação sobre neurociência.
"Diferenças na renda foram associadas a diferenças relativamente maiores na superfície do cérebro, ligada a importantes habilidades para o sucesso acadêmico", afirmou a médica Kimberly Noble, que dirige o Laboratório de Neurocognição, Experiência Inicial e Desenvolvimento da universidade.
Ao canal "NBC", a cientista contou que "a diferença na superfície cerebral atinge 6%, quando compara crianças de menor e maior renda".
A pesquisa argumenta que os estímulos que as crianças recebem da família nos primeiros anos de vida podem afetar seu desenvolvimento cerebral. De acordo com o estudo, como a superfície do cérebro é a região de contato entre as células cerebrais e a inteligência, quanto menor ela for, menos neurônios estarão em atividade.
"Renda familiar está ligada a fatores como nutrição, cuidados de saúde, escolaridade e até mesmo qualidade do ar", afirma a pesquisadora da Universidade do Sul da Califórnia, Elizabeth Sowell, que também participou do projeto.
Fonte: O Globo
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