
19/03/2015
A intenção anunciada pelo governo do estado de usar um programa de computador importado da Holanda para auxiliar na retirada de lixo flutuante da Baía de Guanabara foi alvo de críticas da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) da UFRJ. A Coppe afirmou ter sistema semelhante ao desenvolvido pelo instituto holandês Deltares. O modelo, doado pelo governo da Holanda e apresentado na semana passada, usa informações sobre correntes marítimas e ventos para prever, com uma antecedência de quatro dias, onde haverá maior concentração de detritos.
De acordo com o professor Luiz Landau, coordenador do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia, a Coppe tem um programa pronto e que pode ser implementado imediatamente. Segundo a Secretaria estadual de Ambiente, ainda são necessárias adaptações técnicas para que o sistema holandês entre em operação. Por isso, ainda não há prazo definido para que o programa importado comece a funcionar.
— Fiquei espantado. A Coppe, a Uerj e as empresas de oceanografia do Rio são capazes de fazer isso (prever os pontos com mais lixo). Nenhuma ciência mágica foi apresentada — criticou Landau. — Posso passar essas informações agora, em tempo real. Para quem conhece o assunto, chega a ser ofensivo dizer que o problema vai ser resolvido com um modelo da Holanda. Temos sensores instalados na Baía e várias estações meteorológicas. O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) conhece nosso trabalho.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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