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Fiocruz Paraná isola o vírus da febre chikungunya transmitida no Brasil

05/03/2015

Um kit de diagnóstico de febre chikungunya confiável e com preço competitivo para que qualquer pessoa com suspeita da doença possa ser testada em todo o Brasil. Este deve ser, a médio prazo, o resultado de um trabalho que já dura três anos no Instituto Carlos Chagas (ICC)/ Fiocruz Paraná: em fevereiro, a equipe liderada pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora do laboratório de virologia molecular do ICC, isolou o vírus causador da febre chikungunya em amostras humanas vindas de Feira de Santana, na Bahia.
Atualmente o teste laboratorial existe, mas não em larga escala. Na maioria das vezes, a doença é apontada por um diagnóstico clínico epidemiológico, com informações sobre uma região onde o vírus está circulando, combinada com os sintomas de febre e dores articulares. A equipe da Fiocruz Paraná trabalha com dois horizontes: um teste rápido para ser feito à beira do leito em 15 minutos, e um teste ELISA (sigla para Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), um exame que permite a detecção de anticorpos no sangue, já usado no diagnóstico de várias doenças.
— Hoje sabemos que temos outras cepas de vírus no Brasil. Uma foi sequenciada e tem uma mutação no genoma que permite que, além do Aedes aegypti, o vírus cresça no mosquito Aedes albopictus, que suporta temperaturas mais baixas e é muito agressivo — explica a pesquisadora. — Esses mosquitos têm o poder epidêmico muito grande, por isso o diagnóstico diferencial é importante, e também porque a doença pode ser confundida com outras, como dengue.
A febre chikungunya foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique e se espalhou pela África e Ásia. No fim de 2013 a chikungunya foi registrada pela primeira vez nas Américas. Até de janeiro de 2015, mais de 1,135 milhão de casos suspeitos foram registrados nas ilhas do Caribe, países da América Latina e EUA, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e 176 mortes foram atribuídas à doença no mesmo período.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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