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Custo da poluição é seis vezes maior do que o estimado pelos EUA, diz estudo

15/01/2015

Desenvolver a economia à base de poluentes tem um preço. E a conta foi subestimada pelo governo americano, segundo um novo estudo da Universidade de Stanford. O Escritório de Administração e Orçamento dos EUA avaliou que, em 2015, liberar uma tonelada de gás carbônico para a atmosfera provocaria um gasto de US$ 37. No entanto, o levantamento recém-divulgado traz um valor quase seis vezes maior: US$ 220.
O índice, chamado custo social do carbono, é o preço estimado dos danos causados por cada tonelada de CO2 liberada na atmosfera. Quanto maior ele é, mais políticas contra as mudanças climáticas são criadas pelos governos. Por isso os pesquisadores se preocupam com o baixo valor divulgado pela Casa Branca — seria um sinal de que o crescimento econômico americano não será acompanhado por programas de combate às alterações da temperatura global.
Professora da Escola de Ciências da Terra de Stanford, Frances Moore destaca que os impactos econômicos das mudanças climáticas podem ser mais onerosos para a sociedade do que o previsto, já que teriam um choque permanente no PIB dos países.
— O modelo oficial afirma que as mudanças climáticas não afetam a taxa de crescimento econômico, mas novos estudos sugerem que isso não é verdade — acusa Frances, coautora do estudo. — As mudanças climáticas afetam não só a produção econômica de um país, mas também o seu crescimento. Há, então, um efeito permanente, que se acumula ao longo do tempo, levando a um custo social muito maior do carbono.
Para Frances, a comunidade internacional precisa assinar um acordo que evite que o crescimento econômico seja realizado a qualquer custo. Do contrário, o planeta assistirá ao sacrifício de elementos que garantem os recursos básicos para a economia mundial, como o índice de pluviosidade e a fertilidade do solo. Políticas de mitigação mais ambiciosas também evitariam eventos extremos, como enchentes e terremotos, que arrasam por anos a economia de uma região.

A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo

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