
09/12/2014
Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, encontrou sinais precoces de alerta sobre uma reorganização da circulação das correntes do Oceano Atlântico, que poderia ter um profundo impacto sobre o sistema climático global.
A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (08) na revista "Nature Communications", usou uma simulação a partir de um modelo complexo para analisar a Circulação Meridional do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês), um importante componente do sistema climático da Terra.
A AMOC é como uma correia transportadora no oceano, condicionada pela salinidade e temperatura da água. O sistema carrega a energia de calor dos trópicos e do Hemisfério Sul para o Atlântico Norte, de onde é transferido para a atmosfera.
As experiências sugerem que, se o AMOC for ´desligado´ por uma dose extra água fresca que entra no Atlântico Norte, a temperatura do ar na superfície nessa região se eleva em cerca de 1 a 3°C, com picos de até 8°C nas áreas mais afetadas.
O colapso também incentivaria a seca no Sahel, área ao sul do deserto do Saara, e mudanças dinâmicas no nível do mar de até 80 centímetros ao longo das costas da Europa e América do Norte.O estudo mostrou que os sinais de alerta estão presentes 250 anos antes de o sistema todo entrar em colapso, dando tempo suficiente para que cientistas possam monitorar a circulação do mundo real antes do pior cenário.
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