
27/11/2014
O corte de palmeiras imperiais deixou moradores da Vila do Abraão, na Ilha Grande, em pé de guerra com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e abriu uma polêmica entre gestores ambientais do estado. As árvores centenárias fincadas na Praia Preta, na enseada do Abraão, começaram a ser derrubadas em abril. O Inea julgou a ação necessária pelo fato de as palmeiras serem uma espécie invasora e exótica, colocando em risco exemplares da Mata Atlântica dentro do Parque Nacional da Ilha Grande. Em agosto, porém, o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do próprio Inea, Guido Gelli, determinou a interrupção imediata de novos cortes — quando seis palmeiras já haviam sido suprimidas e outras 14 estavam na lista de espera. Os exemplares cortados, da espécie Roystonea oleracea, foram substituídos por mudas da Mata Atlântica. Mas as feridas abertas no relacionamento com moradores ainda não cicatrizaram.
Turismólogo e morador da Vila do Abraão há 25 anos, Waldeck Tenório afirma que as espécies tinham enorme valor histórico e que o corte desagradou à maioria dos habitantes da Ilha Grande. Em sua avaliação, o órgão ambiental deveria ter consultado os moradores antes de partir para atitudes mais drásticas.
— Os moradores estão totalmente contrariados. A Ilha Grande tem uma série de questões a serem debatidas com mais urgência, como a falta de saneamento, segurança, o regramento no acesso de turistas... O corte de palmeiras está longe de ser uma prioridade. Agora interromperam, mas o estrago já foi feito — reclama.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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