UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Mudanças climáticas aumentarão estiagem no Centro-Sul do país

18/11/2014

Não faltam motivos para explicar a estiagem que assolou o Centro-Sul do país nos últimos meses. Com as mudanças climáticas, a região foi encurralada por uma soma de eventos extremos que, nos próximos anos, tendem a se manifestar com cada vez mais frequência e rigor.
Cientistas esperavam que 2014 seria encerrado com um “El Niño” devastador, nos mesmos moldes do registrado em 1998, o ano mais quente do século XX. No entanto, as águas do Oceano Pacífico não esquentaram o suficiente para a formação deste fenômeno. Foi uma má notícia para o Sul do país — uma área que costuma receber mais chuvas quando o “menino” está em atividade.
A retomada da devastação na Amazônia, admitida pelo próprio governo federal, diminui a formação de correntes de umidade, que descem do bioma para o Sudeste, onde formam chuvas. De acordo com o estudo “O Futuro Climático da Amazônia”, lançado no fim do mês passado pelo cientista Antônio Pereira Nobre, a floresta perdeu, nos últimos 40 anos, cerca de 763 mil km², o dobro da área da Alemanha. Os “rios voadores” só serão salvos com políticas de replantio da mata e um compromisso para zerar o desflorestamento.
Além do Pacífico “decepcionante” e da Amazônia cada vez mais arruinada, o crescimento descontrolado das metrópoles também contribui para prolongar a estiagem. O fenômeno chamou a atenção dos cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Estima-se que, no Sul da América Latina, as grandes cidades registrarão mais de 100 dias por ano com temperaturas acima de 20 graus Celsius. As temperaturas brasileiras poderiam aumentar de 3 a 5 graus Celsius até 2100, e o índice de chuvas pode ser reduzido em até 30%.
— Temos três problemas à frente: o global, que é o El Niño; o regional, representado pela falta dos “rios voadores”; e o local, as ilhas de calor das cidades — alerta Glauco Kimura, coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil. — O adensamento da malha urbana é preocupante. A radiação solar fica presa no concreto.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...