
11/11/2014
O movimento pelo uso da bicicleta, que cresce no Brasil, está longe do que é visto em países desenvolvidos. O Rio, que ostenta a maior extensão de ciclovias — são 380 quilômetros — não chega perto de Paris. Na capital francesa, são 650 quilômetros instalados, e os deslocamentos para o trabalho feitos por bicicletas já são 5% do total. Para chegar a 15% em 2020, ou 1.350 quilômetros, as ciclovias terão acréscimo de 700 quilômetros.
Em São Paulo, as bicicletas invadiram as ruas. São 149 quilômetros, e o objetivo é chegar a 400 até o fim do ano que vem.
Mesmo com o avanço das ciclovias em metrópoles, governos e empresas ainda enxergam as bikes como meio de lazer. No Rio, a responsabilidade pela gestão das ciclovias é da Secretaria do Meio Ambiente e não da pasta dos Transportes. Os BRTs não contam com vias para as “magrelas”.
— No Rio, muitas pessoas usam os corredores de ônibus dos BRTs para andar de bicicleta, com a ilusão de que são mais seguros. Isso prova que há demanda e que não é atendida — afirma Willian Cruz, editor do site Vá de Bike e especialista no tema.
Ele compara com São Paulo: os 150 quilômetros de corredores de ônibus que serão instalados até o fim de 2015 contarão com ciclovias ou ciclofaixas.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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