
04/11/2014
Além de comer qualquer coisa, reproduzir-se abundantemente e se adaptar com facilidade, eles se tornaram tão ubíquos e incômodos quanto ratos, embora sejam incomparavelmente mais belos e atraentes.
Quase três décadas após um peixe-leão venenoso ser avistado no oceano Atlântico, a espécie invadiu a costa leste dos EUA, propagando-se pela Flórida, pelo golfo do México, pelo Caribe e até por partes da América do Sul. Disseminando-se freneticamente desde 2005, os peixes-leão tornaram-se a espécie marinha invasora mais numerosa no mundo, afirmam cientistas.
Provenientes da confluência dos oceanos Pacífico e Índico, os invasores aqui chegam a medir 50 centímetros. Por onde passam, causam estragos em recifes delicados e provavelmente consomem cardumes de badejos e garoupas.
Por ora, não há como detê-los, dizem especialistas. Todavia, na esperança de desacelerá-los, biólogos marinhos e agências do governo estão intensificando os esforços para eliminá-los em áreas que abrigam recifes frágeis.
A Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens da Flórida proibiu a importação de peixes-leão e a criação dessa espécie, passos acertados para lidar com o problema, na opinião de especialistas. A comissão também liberou a pesca do peixe-leão e até lançou um aplicativo para as pessoas relatarem onde o viram.
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