
23/10/2014
Diante de uma enxurrada de críticas, o governo do Estado decidiu mudar o projeto de recuperação das lagoas da Barra e de Jacarepaguá e agora pisa no acelerador para conseguir concluir as dragagens antes dos Jogos de 2016. Numa reunião na última quarta-feira com representantes do Ministério Público, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, apresentou as bases da nova proposta. As principais mudanças em relação ao projeto original são a adoção de uma área para o descarte de sedimentos — nos arredores da Pedra da Panela, na Gardênia Azul — e a desistência da construção da “ilha-parque” na Lagoa da Tijuca, com trilhas e jardins. A proposta estabelece prioridade máxima para a dragagem e joga para uma etapa posterior o prolongamento do molhe do Canal da Joatinga, intervenção apontada por biólogos como fundamental para aumentar a qualidade das lagoas.
Se houver entendimento entre governo e MP, a expectativa é que as obras de dragagem comecem no início de 2015. Um atraso que pode ser fatal para os anseios do poder público. A julgar pelo parecer da licença prévia expedida pelo próprio Instituto Estadual do Ambiente (Inea), se as máquinas começarem a trabalhar no início de 2015, as intervenções — que fazem parte dos compromissos do Rio para os Jogos de 2016 — só terminariam em 2017, após as Olimpíadas.
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