
21/10/2014
O Brasil perdeu a chance de consolidar o papel de protagonista na gestão da biodiversidade perante as outras nações ao ficar de fora do acordo conhecido como Protocolo de Nagoya.
A iniciativa tem como objetivo gerar uma divisão justa dos recursos, tecnologias e lucros provenientes da exploração da biodiversidade de cada país.
Para isso, cada país deve adotar uma legislação que vise, por exemplo, remunerar adequadamente as comunidades indígenas e locais onde determinando organismo economicamente explorável for descoberto.
Do último dia 6 até a última sexta (17), foi realizada a 12ª Conferência das Partes para a Convenção de Diversidade Biológica (CDB), promovida pela ONU e sediada pela Coreia do Sul, na cidade de Pyeongchang.
Como parte interessada, as empresas e indústrias também participaram de discussões no mesmo evento, apresentando suas iniciativas e seus resultados.
"É cada vez mais comum ver empresas liderando iniciativas de conservação da natureza, buscando minimizar o seu impacto e formas de compensá-lo", disse Fernanda Gimenes, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, por e-mail, à Folha.
"A relação de impacto e dependência dos negócios com a conservação da biodiversidade é clara. A degradação da biodiversidade custa cerca de US$ 6,6 trilhões por ano para a economia mundial –equivalente a 11% do PIB mundial", explica
O Brasil teve um papel importante na idealização do acordo, mas acabou não ratificando. Para as discussões ente nações, o Brasil pôde participar apenas como observador.
O Ministério do Meio Ambiente conta que apesar do esforço pessoal da ministra Izabella Teixeira pela aprovação, o projeto de lei que trata da exploração da biodiversidade no Brasil ainda está em tramitação no congresso. O Brasil poderia depositar sua assinatura depois, e passar a integrar o conjunto das partes.
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