
21/10/2014
A visão que Michele Raffin tem da vida, do amor e especialmente das aves mudou drasticamente desde o dia, quase 15 anos atrás, em que ela parou para salvar uma pomba ferida ao lado da estrada.
Era uma pomba branca, do tipo que frequentemente é solto em casamentos como símbolo do amor e da fidelidade -pois as pombas, como muitas aves, tendem a ter apenas um parceiro por toda a vida. E Raffin, ex-executiva do Vale do Silício sem experiência com aves, ficou fascinada.
Em pouco tempo, administradores de abrigos para aves e criadores particulares interessados em reduzir seus bandos ou encaminhar um papagaio com problemas começaram a cortejá-la. Raffin aceitava as aves mais impossíveis de adotar, dizendo: "Se eu não as receber, quem o fará?"
Todas voltavam para casa com ela: maravilhosos tentilhões tropicais e periquitos australianos que não conseguiam mais voar; grous africanos de aparência esdrúxula que dançavam e gritavam, e um papagaio amazônico de topete vermelho, vindo do México, que tinha o hábito de chamar os humanos de quem não gostava de um palavrão específico. O papagaio reservou o apelido para Tom Raffin, o marido de Michele, apesar de Tom sempre ter sido paciente e dado todo apoio à obsessão acidental de sua mulher.
Durante anos Raffin, que hoje tem 63 anos, fez o possível para devolver o bem-estar às aves que recebia. Depois disso, encontrava um par para cada uma delas.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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