
16/10/2014
As plantas absorveram mais gás carbônico da atmosfera do que se pensava, segundo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Com novos modelos matemáticos disponíveis, a pesquisa descobriu que, entre 1901 e 2010, os organismos absorveram 16% a mais de gás do que se pensava. No entanto, o resultado ainda não seria suficiente para ter impacto relevante nas mudanças climáticas.
Mesmo assim, um dos principais méritos do estudo foi apontar que modelos superestimaram consistentemente a taxa de crescimento de carbono na atmosfera dos últimos anos. Cerca de metade do CO2 que é produzido acaba nos oceanos ou é absorvida pelos seres vivos. A descoberta foi feita após se analisar mais minuciosamente o processo de absorção do gás pelas plantas, chamado de difusão mesofílica.
Antes, acreditava-se que a quantidade de carbono absorvido através da fertilização dos vegetais entre 1901 e 2100 era de 915 bilhões de toneladas. Mas os cálculos do novo estudo elevou esse montante para 1,057 bilhões, um aumento de 16%. O resultado pode preencher uma lacuna deixada após ficar constatado que a quantidade de carbono lançado na atmosfera no mesmo período foi superestimada em cerca de 17%.
Muitos especialistas concordam que o efeito é interessante e pode exigir uma nova calibração de modelos, mas isso não muda a necessidade de cortes de emissões de longo prazo para limitar o impacto do dióxido de carbono.
Fonte: O Globo
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