UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Encontrando Nemo e outros tesouros submersos na Grande Barreira de Corais, na Austrália

14/10/2014

Da janelinha do avião a gente vê as grandes planícies cobertas de verde tão comuns na paisagem da Austrália darem lugar a uma geografia mais recortada e a um mar cor de esmeralda, com uma faixa impressionante que parece saltar da água em alguns pontos. A Grande Barreira de Corais já chama a atenção antes mesmo de o avião pousar em Cairns, cidade que é uma grande porta de entrada para a região.
A barreira australiana é o maior conjunto coralino do mundo mas não se trata, como seu nome pode sugerir, de uma faixa contínua. Ela é composta por quase três mil recifes diferentes (e apenas alguns deles seriam autenticamente barreiras ou quebra-mares), dispostos nas proximidades de mais de 600 ilhas e 300 atóis próximos ao continente. Alguns cientistas garantem que uma única parede de coral ali contém um conjunto representativo da vida na Terra maior e mais significativo do que um continente inteiro. Cerca de duas mil espécies de peixes, quatro mil moluscos e pelo menos 350 corais pétreos habitam a Grande Barreira.
As espécies de tubarões mais comumente avistadas ali têm até três metros de comprimento, como o tubarão-cobre, que costuma caçar em pequenos bandos e chegar até bem perto de mergulhadores só para observar. Das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, seis podem ser vistas na região, incluindo a de casco achatado que habita apenas águas da Oceania.
Patrimônio da Humanidade, a Grande Barreira estende-se pela costa de Queensland de Port Douglas (ao norte de Cairns) a Bundaberg. Temida tanto tempo por navegadores (inclusive pelo famoso capitão inglês James Cook), chegou a destruir mais de mil embarcações no comecinho do século XX. A região foi transformada em 1975 no Parque Nacional Marinho da Grande Barreira de Corais, destinado sobretudo a impedir a exploração petrolífera e mineral nos recifes. A pesca comercial e esportiva é regulamentada em algumas áreas, e proibida em outras.
Trata-se de um mosaico de cores e vida marinha, corais, atóis e bancos de areia tão impressionantes que, não à toa, serviram de base para a colorida animação “Procurando Nemo" (Disney/Pixar, 2003). O peixe-palhaço que dá título ao filme é figurinha fácil por ali. Do luxuoso arquipélago Whitsunday, onde fica o Heart Reef, recife em forma de coração que acaba de receber na ilha privada Hayman o primeiro resort One&Only do país, à democrática Ilha Fraser, na Baía de Hervey, onde há até área para camping, há várias opções para curtir esse pedaço especial do planeta.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

Novidades

Nível historicamente baixo do Danúbio revela destroços de navios da 2ª Guerra Mundial

18/08/2026

O trecho do rio Danúbio que atravessa a Sérvia atingiu seu nível mais baixo já registrado nesta sext...

Borboletas mudam de habitat em 105 países por causa da mudança climática

18/08/2026

Mais de 1.700 espécies de borboletas em 105 países já não vivem onde costumavam viver, segundo um es...

ANTES E DEPOIS: imagens de satélite mostram efeitos da seca extrema na Europa

18/08/2026

Imagens de satélite mostram como a seca intensa que atinge a Europa em 2026 transformou rios, lagos ...

Como a Austrália, conhecida por sua fauna exuberante, tornou-se o epicentro das extinções no planeta

18/08/2026

"Olhos bem abertos." Esta é a ordem que vem do banco da frente do carro. Obedecemos e examinamos tr...

´Ao me ver, chore´: A história por trás das ´pedras da fome´ da Europa

18/08/2026

À medida que os rios da Europa recuam durante os períodos de seca, ressurgem vestígios do passado há...