
02/10/2014
A primeira medição direta do chamado sequestro de carbono em mata atlântica está pegando carona na licença ambiental das obras do trecho norte do Rodoanel, em uma área desapropriada na serra da Cantareira, região noroeste de São Paulo.
Antes de começar a derrubada 180 hectares de florestas para as obras, pesquisadores da USP de Piracicaba e do Instituto de Botânica do Estado estão aproveitando troncos e galhos de uma área de 0,8 hectare para determinar seu armazenamento de carbono, o principal componente dos gases-estufa.
"É uma rara oportunidade para esse tipo de estudo, que será aproveitado em painéis das Nações Unidas sobre ecossistemas que ajudam a estabilizar o clima", disse o agrônomo Hilton Thadeu Couto, da USP em Piracicaba, coordenador da pesquisa, cujo trabalho de campo tem ainda 20 dias pela frente.
O conceito de sequestro ou armazenamento de carbono por florestas para prevenir o aquecimento global foi consagrado em 1997 na Conferência de Kyoto, no Japão, que estabeleceu para os países metas de redução das emissões de gases-estufa por queima de combustíveis fósseis.
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