
23/09/2014
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta 2ªF (22), em Nova York, que o Brasil não foi chamado a discutir a declaração que propõe reduzir o desmatamento. Na Cúpula do Clima, circula a informação de que o país com a maior floresta tropical do mundo ficará fora do compromisso.
O documento, que propõe cortar pela metade o desmatamento até 2020 e zerá-lo até 2030, deve ser um dos principais resultados da reunião política convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.
Izabella Teixeira não confirmou, porém, que o país deixará de firmar o compromisso. Mas pareceu indicar que, de fato, não vai. "Eu não afirmaria que o Brasil vai ficar fora."
"Não tem posição fechada ainda. O documento não foi negociado da forma tradicional, ele foi proposto", disse. "Não discutiram nada conosco, não nos convidaram para nada."
A perda de florestas ainda responde por cerca de 1/5 das emissões mundiais de carbono que agravam o efeito estufa. Com a redução do desmatamento nos últimos dez anos, o Brasil deu a maior contribuição individual para combater a poluição que alimenta o aquecimento global
A ministra disse que a presidente Dilma Rousseff deve chamar a atenção, em seu discurso amanhã na cúpula, para o que o país já conquistou, no que respeita às metas voluntárias que adotou (cortar entre 36% e 39% suas emissões até 2020).
"Nós estamos já com 79% [das metas de 2020] cumpridos", afirmou. "O Brasil é o único país que tem uma lei que estabelece a obrigação de recuperar uma área desmatada, a partir do Código Florestal e do cadastro ambiental rural."
Izabella afirmou também que a contribuição brasileira precisaria incluir a regeneração natural de áreas degradas na Amazônia, 22% da área da floresta segundo a última estimativa (2013). Ela disse que não há método estabelecido para computar isso.
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