
25/09/2014
Dos 356 empreendimentos lançados no Rio entre janeiro de 2012 e abril de 2014, só 76, ou 21%, previam a instalação de algum item sustentável. Ainda é pouco, mas mostra que, pelo menos nos novos edifícios, a sustentabilidade já começa a entrar pela porta da frente, mesmo que por razões meramente econômicas. E, muitas vezes, devido a exigências legais.
Isso fica claro com a análise dos equipamentos mais comumente instalados pelas construtoras. Um levantamento feito pelo Sindicato da Habitação (Secovi-Rio) nos 76 empreendimentos com itens sustentáveis mostra que o mais comum é o medidor individual de água. Presente em 60% desses edifícios, o hidrômetro individual em novas edificações é uma obrigação legal na cidade desde março de 2011. Em seguida, vêm os sensores de presença, instalados em 56% dos 76 prédios, e os sistemas para reaproveitamento de água da chuva, em 40%. Soluções que visam a diminuir dois dos maiores gastos de condomínios: luz e água. Ou seja, o peso no bolso ainda é o que mais conta.
— O importante é que algo vem sendo feito. E o que a gente percebeu é que os condomínios com esses itens têm maior liquidez. Ou seja, as pessoas já estão cobrando a sustentabilidade e é isso que vai fazer a indústria investir cada vez mais nesses itens — afirma Ronaldo Coelho Netto, vice-presidente administrativo do Secovi-Rio.
Leia a matéria na íntegra em O Globo
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